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Neurológico

Esclerose múltipla: movimento como aliado no equilíbrio e na independência

Receber o diagnóstico de esclerose múltipla muda muita coisa — mas não significa parar de se mover. Pelo contrário: hoje sabemos que o exercício bem orientado é parte do cuidado, ajudando a preservar equilíbrio, força, marcha e disposição. O Pilates, adaptado a cada pessoa, é um aliado gentil nesse caminho. Veja o que dizem os estudos e como ele age na prática.

📅 15 de junho de 2026 · ⏱ 8 min de leitura · HT Pilates

O que muda no corpo com a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica em que o sistema imunológico afeta a bainha de mielina — o "isolamento" que reveste os nervos e acelera a comunicação entre o cérebro e o corpo. Quando essa comunicação fica mais lenta ou irregular, podem surgir sintomas como alterações de equilíbrio, fraqueza muscular, mudanças na marcha, fadiga acentuada, rigidez (espasticidade) e dificuldades de coordenação. Cada pessoa vive a EM de um jeito: os sintomas variam muito de quem para quem e ao longo do tempo.

Por muitos anos, recomendava-se repouso a quem tinha EM. Hoje a ciência mostrou o contrário: o movimento orientado é um aliado importante. Atividade física regular e bem adaptada ajuda a manter a funcionalidade, a independência e a qualidade de vida — sempre como complemento ao acompanhamento médico e à reabilitação, nunca em substituição a eles.

Por que o Pilates conversa bem com a EM

O Pilates tem características que se encaixam de forma natural nas necessidades de quem convive com a esclerose múltipla:

  • Foco no controle, não na velocidade — os movimentos são lentos e conscientes, o que favorece quem tem alterações de coordenação ou equilíbrio.
  • Trabalho de centro (core) — fortalecer abdômen, lombar e quadril dá mais estabilidade ao tronco, base para sentar, levantar e caminhar com segurança.
  • Respiração integrada ao movimento — ajuda na oxigenação, no controle do esforço e no relaxamento.
  • Intensidade ajustável — dá para começar muito suave e progredir no ritmo de cada corpo, sem exigir impacto.
  • Uso de equipamentos com molas — o reformer e o cadillac permitem apoiar, assistir ou desafiar o movimento conforme o dia da pessoa.

O que a ciência mostra sobre Pilates e esclerose múltipla

A pesquisa nessa área vem crescendo e os resultados são encorajadores. Em 2021, Fleming, Coote e Herring publicaram um ensaio clínico randomizado com pessoas com esclerose múltipla: o grupo que praticou Pilates em casa por 8 semanas apresentou reduções significativas em sintomas de ansiedade, depressão e fadiga — três queixas muito comuns na EM — em comparação ao grupo controle.

Mais recentemente, um protocolo de ensaio clínico randomizado publicado em 2025 (JMIR Research Protocols) detalhou uma intervenção de Pilates por telerreabilitação para pessoas com EM, justamente para investigar de forma rigorosa os efeitos sobre equilíbrio, mobilidade e bem-estar. Esse tipo de estudo reforça o interesse científico em compreender melhor como o Pilates pode apoiar essa população.

De forma geral, a literatura sobre exercício e EM aponta benefícios consistentes do treino de força, equilíbrio e mobilidade para marcha, capacidade funcional e qualidade de vida. O Pilates entra como uma forma estruturada, controlada e altamente adaptável de oferecer esses estímulos. Vale lembrar: os estudos avaliam médias de grupos, e cada pessoa responde de um jeito — por isso a individualização é tão importante.

Equilíbrio e marcha: ganhar segurança nos passos

Alterações de equilíbrio estão entre os sintomas que mais afetam a independência e aumentam o medo de cair. O Pilates trabalha exatamente os ingredientes que sustentam um equilíbrio melhor: força do centro, consciência da posição do corpo no espaço (propriocepção), controle de tronco e ativação dos músculos estabilizadores do quadril e tornozelo.

Na prática, isso significa exercícios que treinam a transição entre posições, o apoio dos pés, o alinhamento da coluna e a coordenação entre braços e pernas. Quando o tronco fica mais estável e os pés respondem melhor, a marcha tende a ficar mais firme e a confiança para se locomover aumenta — um ganho que se reflete no dia a dia, dentro e fora de casa.

Força e mobilidade sem sobrecarregar

Fraqueza muscular e rigidez podem dificultar gestos simples, como subir um degrau ou levantar de uma cadeira. O Pilates fortalece de forma progressiva e respeitosa, trabalhando grandes grupos musculares com amplitude controlada. Os equipamentos de molas permitem graduar a resistência com precisão: num dia de mais disposição, desafia-se um pouco mais; num dia de cansaço, reduz-se a carga e mantém-se o movimento. Isso ajuda a preservar mobilidade articular e a combater o encurtamento que a espasticidade pode causar — sempre dentro de uma faixa segura e confortável.

Fadiga: trabalhar a favor da energia

A fadiga é um dos sintomas mais marcantes da EM — e pode parecer contraditório se exercitar quando já se está cansado. Mas a evidência mostra que o exercício regular e bem dosado tende a melhorar a disposição ao longo do tempo, e o ensaio de Fleming e colegas (2021) observou justamente redução de fadiga com a prática de Pilates.

O segredo está no manejo inteligente do esforço. Algumas orientações que costumam ajudar:

  • Respeitar o termômetro do dia — a aula se ajusta ao seu nível de energia, não o contrário.
  • Evitar superaquecimento — calor pode intensificar sintomas; ambiente fresco, hidratação e pausas fazem diferença.
  • Pausas planejadas — alternar esforço e recuperação dentro da sessão preserva a energia.
  • Consistência gentil — sessões regulares e bem dosadas valem mais que esforços intensos e isolados.

Bem-estar emocional: cuidar da mente também

Conviver com uma condição crônica mexe com as emoções, e ansiedade e sintomas depressivos são frequentes na EM. Aqui o Pilates oferece um benefício duplo: além do movimento em si, a respiração consciente e o foco no presente têm efeito calmante sobre o sistema nervoso. O estudo de 2021 com pessoas com EM mostrou exatamente reduções em ansiedade e sintomas depressivos com a prática.

Há ainda o lado humano: sentir o corpo respondendo, perceber pequenas conquistas a cada semana e ser acolhido por um professor que entende o seu momento devolve algo precioso — a sensação de protagonismo sobre o próprio corpo. Esse ganho de confiança é, muitas vezes, tão valioso quanto o ganho físico.

Frequência: qualquer constância já é um ganho

Uma dúvida comum é "quantas vezes por semana eu preciso?". A resposta tranquilizadora: qualquer frequência regular já traz benefícios. O mais importante é a constância, não a intensidade.

  • 1x por semana é um ótimo ponto de partida — cria o hábito, mantém conquistas e respeita o ritmo de quem está começando ou tem fadiga importante.
  • 2x por semana é a opção mais procurada — equilibra bem estímulo e recuperação.
  • 3x por semana potencializa os resultados para quem se sente bem com esse volume.

Não existe um "mínimo" que desqualifique sua prática: o que vale é começar e manter. No HT, o professor ajuda a montar a frequência ideal para o seu objetivo e para o seu momento, ajustando conforme você evolui ou conforme os dias variam — algo natural na EM.

Segurança em primeiro lugar: complemento ao seu tratamento

Precisa ficar muito claro: o Pilates não substitui o acompanhamento neurológico, a medicação nem a reabilitação (fisioterapia, terapia ocupacional). Ele é um complemento valioso a esse cuidado integral. Antes de começar, converse com seu neurologista e com sua equipe de reabilitação — eles conhecem o seu caso e podem orientar o que faz sentido para você.

No estúdio, a segurança vem da individualização: o professor avalia seu quadro, identifica o que adaptar e constrói uma progressão respeitosa. Movimentos são modificados, apoios são oferecidos, o ritmo é o seu. Em fases de surto ou instabilidade, a prática deve ser pausada ou ajustada conforme a orientação médica. Cuidado com responsabilidade é o que torna o movimento um aliado seguro.

Por que o jeito do HT faz diferença

Para quem convive com a EM, o ambiente e o formato da aula importam tanto quanto os exercícios. É exatamente aqui que o posicionamento do HT Pilates se encaixa:

  • Aulas Individual ou Dupla — atenção dedicada, sem competição, sem comparação, no seu ritmo.
  • Pilates clínico e individualizado — cada plano é desenhado para o seu corpo e o seu momento, com adaptações pensadas para você.
  • Ambiente calmo e acolhedor — espaço tranquilo, sem espelhos por todos os lados, sem pressão de performance.
  • Professores especializados — atentos a equilíbrio, segurança e ao manejo da fadiga.

São 25 anos em Alto de Pinheiros, nota 5 no Google e o reconhecimento Top of Mind Brazil construídos justamente sobre esse cuidado próximo e respeitoso — o melhor Pilates de São Paulo para quem precisa ser visto como pessoa, não como número.

Como começar com tranquilidade

Se você convive com esclerose múltipla e pensa em experimentar o Pilates, vá com leveza:

  • Fale antes com seu neurologista e, se possível, traga orientações da sua equipe de reabilitação.
  • Comece com uma aula experimental — sem compromisso, só para conhecer o ambiente e o professor.
  • Conte como você está — sintomas, dias bons e ruins, o que te preocupa. Quanto mais o professor souber, melhor ele adapta.
  • Confie no processo — os ganhos vêm da constância gentil, semana após semana.

Conclusão

A esclerose múltipla traz desafios reais, mas o movimento continua sendo um grande aliado. O Pilates, adaptado a cada pessoa e somado ao acompanhamento médico, ajuda a preservar equilíbrio, força e marcha, a manejar a fadiga e a cuidar do bem-estar emocional. Não é mágica nem promessa de cura — é cuidado consistente, em ambiente certo, com profissionais que enxergam você por inteiro.

Se você quer descobrir, no seu ritmo e com segurança, como o movimento pode apoiar a sua independência, o HT Pilates oferece uma aula experimental INDIVIDUAL gratuita. Sem pressão. Só você, o professor e um método que se molda a você.

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Referências científicas

  1. Fleming KM, Coote SB, Herring MP. Home-based Pilates for symptoms of anxiety, depression and fatigue among persons with multiple sclerosis: An 8-week randomized controlled trial. Multiple Sclerosis Journal. 2021;27(14):2267-2279. PubMed
  2. Effect of an Internet-Based Pilates Telerehabilitation Intervention in People With Multiple Sclerosis: Protocol for a Randomized Controlled Trial. JMIR Research Protocols. 2025;14:e58026. JMIR Research Protocols
  3. World Health Organization. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Genebra: WHO, 2020. (Inclui recomendações para pessoas que vivem com condições crônicas.) WHO
  4. Fleming KM, Herring MP. The effects of pilates on mental health outcomes: A meta-analysis of controlled trials. Complementary Therapies in Medicine. 2018;37:80-95. PubMed

Atenção: este conteúdo é informativo e baseado em literatura científica revisada por pares. Não substitui acompanhamento neurológico, médico ou de reabilitação. Pessoas com esclerose múltipla devem conversar com seu neurologista e equipe de reabilitação antes de iniciar qualquer programa de exercícios, e ajustar ou pausar a prática conforme orientação profissional, especialmente em fases de surto. O Pilates é um complemento ao tratamento, não um substituto, e não há promessa de cura.